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terça-feira, 12 de abril de 2011

EDUCAÇÃO E PIERRE LÉVY

A Educação necessita de uma revolução curricular que contemple as dimensões da sociedade em rede onde o processo de aprendizagem não aconteça apenas na sala de aula. O mundo é a fonte de conhecimento. Cabe a escola reorganizar esses conhecimentos já existentes.
Considerando que todos os indivíduos são portadores de saberes, Lévy estabelece  como palco para as discussões o ciberespaço, o melhor caminho para as manifestações de inteligências coletivas. O ciberespaço é capaz de comportar tecnologias que favoreçam o processo de obtenção de saberes, entre elas a experimentações, pesquisas, raciocínio, memórias e interações.

domingo, 20 de março de 2011

Refletindo sobre o texto de Lynn Alves - Novas Tecnologias: instrumento, ferramenta ou elementos estruturantes de um novo pensar?

O texto de Lynn Alves nos mostra a evolução do uso das novas Tecnologias na Educação. Primeiramente a autora retrata a historicidade o surgimento das primeiras máquinas de uso pessoal , aumentando as experiências e articulação com a educação. Na escola o computador ao longo dos tempos chega visando a profissionalização, com o ensino de informática. Mas apesar do esforço em se fazer reflexões sobre o  seu uso além de um chamariz profissional, buscando dialogar tecnologias e educação, sinda nos debatemos com o ensino do como fazer e não o fazer com.
Mais na frente surgem os softwares educativos com grandes projetos federais visando um diálogo mais significativo entre a sala de aula e a tecnologia.

"Estes núcleos tinham por finalidade desenvolver a formação de
professores, promover a utilização da informática como prática
pedagógica por parte dos alunos, o desenvolvimento de
metodologias, processos e sistemas na área." (MORAES, 1993:25)

Uma tentativa bonita no papel, porém na prática funcionando apenas como livros eletrônicos, desarticulados do projeto pedagógicos e em disciplinas isoladas.

Lynn vai mais além quando faz as provocações:

"Diante desta realidade, cabe perguntar: a entrada da Internet nas
escolas instaura uma nova forma de pensar? Essas tecnologias que estão
chegando às nossas escolas, vão significar uma possível transformação da
prática pedagógica, mudando também a relação entre ensinar e aprender?

 Penso que com certeza a internet já passou de ser uma novidade na vida dos garotos e  garotas. Ela deve sevir de elo para novos saberes, linguagem dialogando com o mundo.

Tecnologias nas práticas pedagógicas

Com a comunicabilidade intensa entre as pessoas, as tecnologias e seus produtos não devem ser vistos como mocinhos ou bandidos. Não se pode pensar nas mídias como dificuldade e sim pensar de que forma os processos humanos podem emprega-las para ascensão ou dominação. Assim o uso das tecnologias na sala de aula permite a articulação entre o mundo e o contexto vivido, sem excluir os conhecimentos acumulados e sim ampliá-los.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

DESAFIOS NA EDUCAÇÃO I

É sabido por todos, que nós professores possuímos um papel importante a desempenhar frente a sociedade atual, visando uma educação de qualidade e igualitária como já dizia o nosso amado Paulo Freire.
Mas, vivemos um  momento de crise em nossa sociedade. É preciso construir uma identidade cultural e  política, repensando valores e atitudes. Assumir-se como um profissional humano, social e político, capaz de levar a sociedade a uma consciência mais crítica do mundo. E a educação é o caminho!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

OS PERCURSOS DO CORPO NA CULTURA CONTEMPORÂNEA



A autora no artigo nos apresenta uma análise sobre as características de um padrão físico-corporal considerado como ornamental da corporeidade considerada, como canônica no final do século xx de acordo com os meios de comunicação de massa. Onde é tido como desejável e sinônimo de beleza, saúde e bem-estar.

Nos mostra que o corpo canônico é em essência, resultado de um conjunto de investimentos em práticas, modos e artifícios que visam alterar as configurações anatômicas e estéticas e de como essa corporeidade é ilustrada pelo corpo feminino idealizado aos apelos midiáticos, sobretudo no discurso publicitário em elementos relacionados á juventude e ao vigor.Ressalta ainda a autora que os padrões que hoje definem o corpo canônico da mídia são passiveis de alterações ao logo do tempo e nos mostra também a dificuldade das mulheres deficientes físicas em se afirmarem como pessoa, cidadã e mulher em um contexto social e culturalmente marcado por uma corporeidade feminina canônica. E que para compreender o sentido da corporeidade canônica da cultura de massa é fundamental compreender o percurso do estatuto do corpo no Ocidente até sua elevação de culto e investimento de afeições simbólicas.

Mostra que o fenômeno do culto ao corpo parte de um estágio em que o corpo é demonizado, escondido fonte de vergonha e pecado e culmina com o corpo das academias e sua explosão de músculos e de como o corpo se consolida na segunda metade do século XX em conseqüência das mudanças de paradigmas gerados pela reconfiguração do mapa geopolítico do mundo após a Segunda Guerra.

Em um segundo momento Malu Fontes analisa a idéia de corpo canônico como equivalente a uma determinada corporeidade físico-anatômica predominante na cena sociocultural contemporânea e corresponde a um modelo de construção da identidade e da imagem próprio das últimas décadas do século xx e que é através das mídias que as modalidades físicas são disseminadas conquistando todas as classes sociais, regulados pelo poder aquisitivo de cada indivíduo.

A LUTA ARTICULATÓRIA ENTRE A VELHICE E TERCEIRA IDADE



Annamaria Palacios  aborda em seu texto o processo de luta articulatória entre o vocabulário velhice e a expressão terceira idade,tendo como palco do discurso o publicitário de cosméticos.
O texto identifica ainda os pontos de tensão entre as duas terminologias e analisa a gradual substituição de um termo por outro.
Lendo o texto percebemos que ainda que aponte para a etapa final da vida, a nomenclatura terceira idade faz desaparecer a alusão direta a vocábulos tão semanticamente marcados, como velhice, senilidade e envelhecimento. E que a partir da expansão do tempo de vida ou elasticidade de seu limite biológico e prolongamento ,sua duração média para ao final da faixa dos setenta para os homens e início da faixa dos oitenta para as mulheres, torna-se um elemento desencadeador de conseqüências sociais consideráveis na contemporaneidade.
Nos faz refletir que embora no passado fosse visto como um último estágio homogêneo da vida, dominado também pelo que se intitula morte social, a velhice, atualmente, é um universo altamente diverso, composto de aposentados precoces e médios, idosos capazes e idosos com vários graus e formas de limitação. E que a terceira idade se estende na direção de grupos mais jovens e de grupos mais velhos e redefine de forma substancial o ciclo de vida de três modos: o primeiro deles contesta a saída do mercado de trabalho como um critério etário definidor, o segundo, diferencia os idosos fundamentalmente em termos de seu nível de limitação física, nem sempre relacionado com a idade.e o terceiro, obriga à distinção entre várias faixas etárias, cuja diferenciação real dependerá muito do capital social, cultural e relacional acumulado durante a vida.

Percebemos que foi de fato a partir do domínio lingüístico da prática discursiva publicitária,especialmente circunscrita à ordem de discurso da publicidade de cosméticos,que ressalta-se uma espécie de luta articulatória entre o vocábulo velhice, seu simbolismo, e a expressão terceira idade, como uma forma emergente de interpretação para o fenômeno do envelhecimento, liberto de suas conotações negativas. Sobre os processos de luta articulatória, se evidencia que os novos elementos (no caso, o uso lingüístico da expressão terceira idade) são constituídos mediante a redefinição de limites entre os elementos antigos, que circunscrevem as fronteiras semânticas da cristalizada interpretação para o fenômeno do envelhecimento, representada pelo vocábulo velhice.
No processo de luta articulatória entre os termos há uma ação de convivência entre eles. O ato de conviver em uma mesma ordem de discurso e ter sido observado em um esmo corpus pode ser representado por uma simples correlação, que nos permite afirmar que o fato de se chegar à velhice (A) implica também ter-se chegado à terceira idade (B). Ou seja, que A implica B. Contudo, as situações que caracterizam o gradual afastamento semântico entre os termos, requerem uma reformulação da equação acima construída, por não nos permitirem afirmar que B implica A.






REFLEXÕES SOBRE O LIVRO CORPOS MUTANTES

UMA ESTÉTICA PARA CORPOS MUTANTES.

O texto do professor Edvaldo Couto nos mostra claramente como estamos no tempo da beleza,no culto ao corpo belo e se possível perfeito na sua utilidade,qualidade de vida e na sua estrutura com formas e sintonia harmoniosas, capazes de não excluir seu “dono” do campo da estética cuja linha tênue liga-se a arte ,a beleza e a perfeição.

Nos faz perceber que para nós ocidentais,nosso corpo se tornou o lugar da nossa identidade e seu modo de ser. E de que nossa época se rende aos diversos cultos que celebram e festejam a corporalidade. Das práticas esportivas ao uso proliferado do silicone e as cirurgias plásticas muitas técnicas e terapias servem para hipervalorizar e pavonear o corpo em todos os lugares,ambientes e muito na Internet – o mundo virtual.

Uma das coisas mais naturais do mundo, como se costuma dizer, é afirmar que estética tem algo a ver com o belo, a beleza, em ser bonito ou ser bonita. De fato, as nossas cidades de hoje estão cheias de institutos de estética, locais para onde se vai para cuidar da pele, do rosto, do cabelo, locais de embelezamento. Assim, numa cultura das aparências, se construiu uma espécie de culto à beleza, que os meios de comunicação de massa, em especial a televisão, se encarregam de disseminar.

Esse universo fashion, de aparências sedutoras, exalta uma estética de corpos de passagem, convertidos em modelos a serem perseguidos

Retenhamos, então, desde já, essa ligação que fazemos, sem nenhum questionamento, entre estética e beleza ao iniciarmos este singelo comentário.

Isso porque a todo instante somos convidados a administrar a própria aparência, a superar e redesenhar formas físicas. Tornou-se imperativo Ter um organismo camaleônico, sujeito ininterruptamente às transformações. As imagens promocionais do corpo mutante, em toda parte, evocam os muitos modos em que esse objeto pode ser manipulado e agenciado, em nome de uma perfeição sempre distante e, talvez por isso mesmo, cada vez mais desejada.

Coube então a informática,a robótica e a engenharia genética a importante tarefa em manter o culto ao corpo aperfeiçoando-os de modo que esses corpos sejam corrigidos ,dinamizados,potencializados pela tecnociência.
Assim sendo essa estética hegemônica enfatiza que somente o corpo revisado ,corrigido e projetado pelas técnicas ,comercializado até em varejo,é digno de valor e celebração.

Com isso as pessoas não aperfeiçoadas pelas próteses eletromecânicas ,químicas ou genéticas passam a ser vistas como inferiores ,obsoletas e até subumanas! Talvez esses “restos humanos” como são considerados não sobrevivam muito tempo pois serão sempre depreciados e considerados feios,envelhecidos ,doentes e inválidos. Em contrapartida ,os corpos que são corrigidos e mantém –se inseridos sob a lógica do consumo que são deflagrados novos hábitos e comportamentos,onde cada um passa a ser responsável pelo gerenciamento da sua aparência e sua dinâmica física e mental porém com o peso dessa responsabilidade cada um também passa a ser avaliado,exaltado,julgado ,acusado e ,às vezes,condenado,pelo corpo e pela saúde que tem.